Aflitivo e doloroso!

São da mesma espécie, da mesma nação,

mas nasceram com defeito de criação

e se reproduzem em profusão,

por isso não merecem a atenção

dispensada ao animal de estimação

e às outras espécies em extinção.

Não geram status nem distinção.

 

Edna Oliveira de Sant' Ana

Estrofe do poema “Seres inviáveis”: poesia

Salvador, 16 de Agosto de 2004.

 

 

 

Recadinho

 

Papai do Céu,

diga pro Papai Noel

não esquecer da criança

que vive ao léu.

 

 

Edna Oliveira de Sant’Ana

Recadinho (Pro Papai do Céu): poesia

Salvador, 16 de Dezembro de 2006.

O natal está batendo às nossas portas e nada mais apropriado do que este poema que eu fiz em 2006 e sempre reedito nesta época.  É sobre aquelas pessoas que vivem ao relento do discernimento humano e, mais uma vez, volto ao tema que mais me aflige: a violência contra a criança, pois a indiferença é uma forma sutil de violência, principalmente numa época de fartura, alegria, brilhos e cores. Vamos ao poema.

 

O Neném de Belém (Natal)

                                                                                              

As luzes da cidade brilham em profusão.                

A lua surge plena iluminando a imensidão.                                     

As estrelas piscam solenemente festejando

o nascimento real, pois é noite de Natal.       

 

Todos caminham a passos apressados

com os braços carregados de presentes

para trocarem com os amigos e parentes

na festa onde se comemora a natividade.

 

O choro de uma criança perturba aquela gente

que olha indiferente pro casal que incomoda

com as mãos estendidas pedindo esmola,

com bocas sorridentes quase sem dentes.

 

Pai, mãe e filho, símbolos natalinos desvalidos.

A mãe com o olhar aflito aconchega o filho.

O pai cabisbaixo anseia por um gesto solidário.

O filho, a realeza, treme com tamanha frieza.

 

Cansados, refugiam-se em um prédio abandonado.

Embalados pelos sons natalinos adormecem...

Sonham que o menino franzino, envolto em trapos

que têm nos braços, é o Neném que nasceu em Belém.

 

Todos estão em volta festejando o recém-chegado.

Uma procissão se arrasta e cada um traz um mimo

para oferecer ao Deus menino que agora não chora,

mas sorri envolto em incenso, mirra e ouro.

  

Edna Oliveira de Sant' Ana

O Neném de Belém (Natal): poesia

Salvador, 25 de Novembro de 2006.

Sou...

            Expressiva,

Arguta,

Versátil

Calma,

Trabalhadora,

Simpática,

Alegre,

Sonhadora,

Inteligente,

Insatisfeita,

Instável...

E no amor...

Fútil,

Volúvel,

Generosa,

Intensa...

Enfim...

Sou GÊMEOS!

 

Essa trepadeira, de flores amarelas, chama-se alamanda e fica no canto esquerdo da minha varanda, onde finquei a bandeira da paz!

 

Bom dia, visitantes!

 

A poesia de cordel de Antonio Barreto e o texto de Marta Peres - UFBA, sobre Caetano Veloso, eu os enviei para quase 100 endereços que estão na minha caixa.  Mas não se preocupem, pois os e-mails não estão sendo divulgados porque eu  utilizo a cópia oculta (Cco) ou faço uso de cada um isoladamente.   

Grande parte me respondeu e a maioria é favorável a Lula, em consonância com os institutos de pesquisas que revelam que o presidente detém 80% da aprovação dos brasileiros.  E sabemos que a sua aceitabilidade ultrapassa as fronteiras do Brasil.  Mas como disse anteriormente, nem todos aprovam o governo atual, usando como argumento “fofocas de compadres e comadres”, e frases preconceituosamente fabricadas do tipo: “analfabeto vota em analfabeto”, “cada povo tem o governante que merece”, “a origem dos problemas está na nossa colonização”, enfim, aquelas “mesmices de sempre”. Mas como eu sou uma pessoa liberal, eu não os refuto, pois tenho muito respeito pela liberdade de opinião e de ação de todos.  Mas vamos ao que interessa, pois a questão é a política x economia. No meu entender, do ponto de vista político, algumas vezes um governante é obrigado a fazer certas concessões que não condizem com o seu passado ou discurso ideológico, para que a sua gestão não se torne ingovernável. Do ponto de vista econômico vamos analisar o que disse sobre a economia brasileira o economista norte-americano Paul Krugman, Prêmio Nobel da Economia de 2008 em entrevista nesta quarta-feira (2), em São Paulo.

“O prêmio Nobel destacou a reação econômica do Brasil diante da crise econômica. Segundo ele, o país apresentava um perfil financeiro no início da crise muito positivo, o que fez com que o Brasil pudesse lidar com os problemas econômicos como os países desenvolvidos, sem ter de recorrer, por exemplo, a fortes elevações da taxa de juros para manter os investimentos”.

"Krugman disse ainda que não gostaria de fazer previsões a curto prazo de crescimento, mas que as condições brasileiras pós-crise indicam um futuro promissor. “Pela primeira vez em toda a minha carreira o Brasil saiu melhor da crise que resto do mundo e é por isso que vocês estão com tudo”.

"O prêmio Nobel ainda fez uma breve comparação entre os países em desenvolvimento. Segundo ele, o Brasil está em situação melhor que a Índia e a China, mas ainda está defasado no quesito educação básica, um dos fatores que pode impulsionar o crescimento de um país".

“O Brasil é, em parte, substancialmente mais rico que a China ou a Índia, apesar do crescimento rápido deles. Vocês têm um peso maior, vocês tem uma média maior, enfim, estão em vantagem. O que faz um crescimento econômico rápido? Não sabemos a resposta, mas educação básica parece ser importante, e o Brasil está atrás, de certa forma, nesse quesito.”  (Fonte: Bruno Bocchini da Agência Brasil para a redação do JM1)

Processo de criação.

 

Alguns poemas meus são criados em momentos em que as minhas emoções estão mobilizadas por uma sensação de que tudo conduz ao desenlace de uma tragédia. Vêm-me à mente palavras como: catástrofe, calamidade, apocalipse, desolação... Mas o que seria do poeta se no seu processo de criação não pudesse contar com a apreensão por meio dos sentidos!

Aglomerado caixa de joia

 

Países que assinaram o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Esse acordo é só ortográfico, limitando-se à língua escrita, não afetando a língua falada.

     Angola              Brasil           Cabo Verde      Guiné-Bissau

Bandeira de Angola Bandeira do Brasil Bandeira de Cabo Verde Bandeira da Guiné-Bissau

   Moçambique        Portugal     S.Tomé e Príncipe  Timor Leste  

Bandeira de Moçambique Bandeira de Portugal Bandeira de São Tomé e Príncipe Bandeira de Timor-Leste

   

 

O crepúsculo de um pseudo-intelectual

 

Algumas pessoas que visitam meu blog querem saber a minha opinião sobre a entrevista de Caetano Veloso dizendo ser o Presidente Lula analfabeto, grosseiro e cafona.

Não foi surpresa para mim, pois eu vejo em Caetano um seguidor camuflado das oligarquias que sempre dominaram o país até Lula assumir o Planalto. No meu entender ele sempre se sentiu confortável circulando entre as elites.  Sem dúvida nenhuma, tal declaração provocou indignação haja vista que uma parcela significativa da população brasileira é analfabeta e por se tratar do Presidente da República. As pessoas têm que entender que Lula não é um simples cidadão, Lula é uma Instituição Brasileira e como tal deve ser tratado e com toda deferência. Mas a melhor resposta a Caetano foi dada por sua mãe, uma senhora centenária, que o recriminou publicamente e manifestou o desejo de telefonar ao presidente para pedir-lhe desculpas pelo disparate do filho que tem 67 anos. Lula, ao saber da intenção daquela senhora, ligou para ela e, civilizadamente, deu o assunto como encerrado. O Presidente e a mãe o trataram  à altura do seu desequilíbrio. Aliás, por falar nisso, já por duas vezes, fazendo show, o dito cidadão perdeu o equilíbrio e se estatelou no chão! Portanto, nos últimos tempos, equilíbrio não é o seu forte. Além do mais, eu não me sinto envergonhada em ter Lula como Presidente, pois ele está dando conta do recado, mas me causa estranheza saber que Caetano é considerado intelectual! Por tudo isso é que eu decidi chamar esse episódio de: o crepúsculo de um pseudo-intelectual.

 

 

Nota: no sentido figurado, crepúsculo significa decadência, declínio, ocaso.

Está na Bíblia...

 

Tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica.  (I Cor 10, 23).

 

Ora, o salário não é gratificação, mas uma dívida ao trabalhador. (Rom 4, 4).

 

O insensato não tem propensão para a inteligência, mas para a expansão dos próprios sentimentos. (Prov 18, 20).

 

O pobre trabalha por não possuir com que viver e, ao término da vida, tudo lhe falta. (Eclo 31, 4).

 

Sabedoria (7, 22-23)

 

Há nela, com efeito, um espírito inteligente, santo,

        único, múltiplo, sutil,

móvel, penetrante, puro,

        claro, inofensivo, inclinado ao bem, agudo,

livre, benéfico, benévolo,

        estável, seguro, livre de inquietação,

que pode tudo, que cuida de tudo,

        que penetra em todos os espíritos,

os inteligentes, os puros, os mais sutis.

Testemunho de Fé (A Nossa Senhora)

 

 

Mãe Nossa de todas as horas,

Compadecei-Vos de mim,

Perpetuai-me no Vosso socorro,

Acolhei-me no Vosso regaço,

Livrai-me dos embaraços

Que atrapalham os meus passos.

 

Dai-me Vossa mão e guiai-me

Dia e noite, noite e dia.

Dai-me sabedoria para agir

Com prudência, temperança,

Sem duvidar de Vossa condição divina

E sem esquecer de minha condição humana.

 

Nesse longo tempo corrido

Contestei Vosso prodígio,

 Reneguei minha crença por insolência,

Fingi crer por conveniência,

Mas a Vossa indulgência

Sempre me eleva à Vossa presença.

  

Edna Oliveira de Sant’Ana

Testemunho de Fé (A Nossa Senhora): Poesia.

Salvador, 16 de agosto de 2008.

Pense nisso...

"Todo mundo  'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos  filhos...  Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

(Fonte: Congresso sobre vida sustentável)

A fábula do beja-flor.

«Certo dia houve um incêndio numa floresta onde viviam muitos animais e todos se puseram em fuga procurando salvar-se das chamas. Somente um beija-flor voava até ao lago, apanhava algumas gotas de água e deitava-as no incêndio. Um outro animal, intrigado, perguntou: - Beija-flor, achas que vais conseguir apagar o incêndio?! - Não, claro que não, respondeu, mas estou a fazer a minha parte».

 

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